A Rússia realizou ataques aéreos na Síria pelo terceiro dia seguido nesta sexta-feira (2), principalmente em áreas sob controle de grupos insurgentes rivais ao governo sírio, e não nos territórios dos Estado Islâmico, que o país havia dito que seria seu alvo.
Os Estados Unidos, que também estão realizando uma campanha de bombardeios aéreos contra o Estado Islâmico, diz que a Rússia vem usando sua ação como um pretexto para atacar outros grupos insurgentes que se opõem ao governo do ditador Bashar al-Assad, aliado de Moscou.
Alguns dos grupos que foram atingidos são respaldados pelos países que se opõem tanto a Assad como ao Estado Islâmico, incluindo pelo menos uma organização que recebeu treinamento da CIA.
O governo russo disse nesta sexta-feira que seus últimos ataques haviam atingido 12 alvos do Estado Islâmico, mas a maioria das áreas descritas ficam em partes do país onde o grupo radical tem pouca ou nenhuma presença.
O Ministério da Defesa russo afirmou que seus aviões de guerra Sukhoi-34, Sukhoi-24M e Sukhoi-25 completaram 18 missões e descreveu alvos no oeste e norte da Síria, incluindo um posto de comando e um centro de comunicações na província de Aleppo, um acampamento de militantes em Idlib e um posto de comando em Hama.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, entidade com sede em Londres que monitora o conflito por meio de uma rede de fontes no local, disse que Estado Islâmico não tem presença nas zonas oeste e norte, que foram atingidas.
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